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terça-feira, outubro 27, 2015

Perdido em Marte, Andy Weir - O melhor romance puro Scify em anos


Esqueça tudo que você já ouviu como uma tentativa criacionista para informá-lo sobre como o universo é "afinado" para a vida humana. Vá para qualquer lugar que não seja a mãe Terra, e você vai aprender muito rapidamente que o universo é bastante ansioso para matá-lo, e ele possui uma variedade infinita de maneiras para fazer isso. O astronauta Mark Watney teve que aprender essa lição da maneira mais difícil, quando um acidente deixa-o preso sozinho na superfície do planeta vermelho no romance Perdido em Marte, uma estreia tensa e meticulosamente pesquisada do engenheiro de software Andy Weir. Originalmente publicado em 2011, o livro teve um grande relançamento (inclusive em capa-dura no Estados Unidos) em 2014 e foi escolhido por Hollywood, que claramente espera ter encontrado seu próximo Gravidade.

Isso de lado, o livro de Weir é um brilhante hard scify puro por completo, levando a aguerrida formula do protagonista resolvedor de problemas para o que pode ser muito bem sua apoteose. Weir o coloca nas mais desesperadas situações de sobrevivência depois que uma enorme tempestade obriga a Missão Ares 3 a abortar, mas Watney é atingido por um estilhaço durante a evacuação e dado como morto e deixado para trás. A fim de manter-se vivo contra o que qualquer avaliação sã iria chamar problemas intransponíveis, o engenheiro/botânico deve levar em contras todos os detalhes. Onde ele vai conseguir comida? Ele pode fazer crescer batatas, mas como ele pode criar solo viável para que elas cresçam? Quanta água ele poderá usar para isso, contra sua própria necessidade de hidratação? Que  mistura de hidrogênio, oxigênio e nitrogênio seria necessária para otimização do habitat cultivável? Praticamente cada molécula individual deve ser contabilizada e rigorosamente medida.

Mostrando uma ingenuidade que vem da sua formação e de não ter nenhuma alternativa real, Watney recorre a todos os truques "MacGyvers para todos os tipos de equipamentos disponíveis para atender a suas necessidades. Ele ainda recupera a sonda Pathfinder da superfície de Marte para usá-la como comunicador com a NASA em sua tentativa de voltar para casa, depois que a matriz original de comunicação ter sido destruída na tempestade. A única esperança de recuperação de Watney parece ser a próxima missão agendada Ares 4, mas que ainda demorará um longo tempo para estar pronta para a viagem. Existe uma maneira para reabastece-lo, mantê-lo vivo para os agonizantes meses solitários e intermináveis que ele deverá suportar? Ou , há uma maneira, ainda que não sem grandes riscos, para recuperá-lo mais cedo? Ou é tudo uma esperança vã, um adiamento doloroso do inevitável?

É um testemunho e tanto para a presente narrativa de Weir e sua devida diligência como um pesquisador, que nem em um único momento, faz com que Perdido em Marte fique perdido em falsas voltas. Mesmo a atitude infinitamente piadista de Watney, que pode parecer para alguns leitores um pouco fora do personagem para um cara que esta prestes a morrer de frio em marte. Isso soa como um mecanismo psicológico totalmente crível para enfrentar tal situação. Sinceramente, o desespero é um luxo pelo qual você não pode pagar, se você estiver realmente com a intenção de viver mais um dia e encontrar-se sozinho na superfície de um mundo alienígena.

É verdade que, por vezes a história se passa em tantos detalhes exaustivos sobre cada (reconhecidamente brilhante) plano executado por Watney que qualquer leitor que não seja um engenheiro, ou de raça similar, pode ficar com os olhos cansados de vez em quando. E, quanto ao desenvolvimento de caráter, Weir faz de Watney um cara extremamente relacionável, que a maioria do pessoal da NASA tem que lidar com uma sensação nunca antes vivida. Mas há momentos em que há suspense suficiente nesse romance para fazer com que qualquer leitor não salte nenhuma pagina ou paragrafo, e o clímax é adequadamente emocionante. Andy Weir emitiu uma das estreias mais impressionantes do gênero scify, e nele, acho, que poderíamos muito bem estar olhando - finalmente - para um sucessor viável para o legado de Arthur C. Clarke. Embora eu desejasse que o homem não fosse tão triste com a televisão dos anos 1970. Isto é, Tudo em Família, foi muito bem na verdade.

Em breve comentaremos o filme

O velhonerd




quarta-feira, julho 15, 2015

(Livro) Perdido em Marte (2014), de Andy Weir


Fazia tempo que eu não consumia um livro tão rápido. Dois dias e meio (três, para arredondar), apenas nos momentos de pausa. Só há dois motivos que levem alguém a terminar uma leitura de maneira tão voraz:

1. O livro é tão ruim que o largamos logo no início e nunca mais o pegamos;
2. O livro é tão incrível que temos que terminá-lo urgentemente.

Com "Perdido em Marte" (The Martian) (2014), de Andy Weir, vamos de opção 2.

Primeiro: o cara escreve muito bem. A leitura te prende desde a primeira página (juro!), e ele narra a ação intercalando entre o estilo de escrita em diário e narrativa normal. Ele é tão bom escritor que você nem se percebe lendo! Isso é incrível, a voz dele se confunde com o teu pensamento!

Segundo: Ele tem um conhecimento teórico poderoso, e utiliza linguajar técnico (física, engenharia, química e biologia) de maneira tão magistral que não te assusta (mesmo que você seja completamente ignorante destes assuntos). 

Terceiro: Mark Watney é um protagonista único. Ele é sarcástico, brincalhão, piadista... é daqueles caras que mesmo quando estão para morrer ainda conseguem tirar onda. Ele é tão gente boa que você passa o livro inteiro querendo que ele não morra, e sofrendo com ele cada dia, cada angústia, cada derrota - e comemorando quase aos gritos cada improvável vitória.

Andy Weir consegue unir, em "Perdido em Marte", o melhor de Frank Herbert e Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. Devo dizer que chorei ao fim do livro? Não, melhor não comentar isso.

Eu já disse também que passei por uma crise de abstinência quando terminei de lê-lo? (Estou tentando me curar ao reler "As Crônicas de Terramar. Nada a ver, mas tá dando certo).

Você vai querer ler este livro. E vai ficar feliz também ao saber que ele está sendo adaptado ao cinema (  \0/  ), por ninguém menos que Ridley Scott (  \0/  ), com Matt Damon (  \0/  ) no papel principal! 



Pelo trailer deu pra ver que está bem fiel ao livro! Será lançado em outubro.

VOCÊS PRECISAM LER ESTE LIVRO.

Fica a dica, abraços e até a próxima.

P.S.: Cada dia mais me apaixono pelos livros de papel, com seus acabamentos luxuosos e tratamento decente. E sentir o cheiro deles quando os abrimos pela primeira vez... Sinto muito, livros digitais. :)

domingo, maio 31, 2015

O Demonologista, de Andrew Pyper

Terminei ontem um livro muito bacana, que recomendo bastante para os fãs de terror-suspense: "O Demonologista", de Andrew Pyper. 

Um trabalho muito luxuoso da Darkside Books, diga-se por sinal. A capa vermelha que simula as encadernações em couro antigo, o desgaste das pontas e da lombada... apaixonante. Transforma-se em uma experiência multissensorial. - Ah, o cheiro de livro novo! 


E as imagens internas são belíssimas.


Sobre a história: o professor David Ulmann, especialista no poema épico "O Paraíso Perdido", de John Milton, encontra-se em um momento delicado de sua vida: é internacionalmente conhecido e bem sucedido profissionalmente, mas é infeliz em seu casamento. A única coisa boa que lhe resta é sua filha Tess, com quem tem uma ligação afetiva que supera explicações.

O professor Ulmann é, então, enredado em uma espiral de acontecimentos imprevisíveis e dramáticos quando uma mulher estranha se aproxima dele e convida-o a ser consultor de um evento inexplicável em Veneza. 

E daí em frente, meu bom, a sopa desanda. A barra pesa. A casa cai. 


Você entendeu.

Sobre a leitura: rápida, fácil e envolvente. Poucos sustos, e passamos muito tempo dentro da cabeça do protagonista. Vale a pena ler, mas não espere um clássico do nível de Stephen King.

Valeu?

Boa noite e boa leitura.

P.S.: Uma coisa que me incomodou é o fato do nome de Gillian Flynn (Garota Exemplar) estar em destaque na capa. Foda isso, tira o foco do nome do autor.

P.S.2: Você percebeu que eu tentei não entregar spoiler, né? De nada. :)

quarta-feira, abril 15, 2015

Deuses Americanos - Neil Gaiman

O MITO DO AGORA



América: uma terra composta por outros povos, outras crenças, outras civilizações. Nada aqui, exceto a própria terra, é verdadeiramente nativo. Algo essencialmente americano, no entanto, pode ser ouvido nas vozes, por vezes, unidas, por vezes conflitantes das inúmeras culturas que habitam essa nação diversificada. Milhares de professores tem assolado muitos cérebros de estudantes com a pergunta "o que significa ser americano?" Claro, é uma pergunta capciosa. América é o lugar onde todo tipo de teorias, cada significado, toda interpretação da vida pode se encontrar. É definida por múltiplas definições contraditórias.

terça-feira, abril 14, 2015

Sobre a Escrita, de Stephen King (2015 pt-br, Suma de Letras), ou: Sobre escrever e ser escritor

 

Eu já disse pra vocês que Stephen King é um de meus autores preferidos? 

Se sim, perdoem a repetição. Se não, aceitem este testemunho, irmãos e irmãs.

Amém.

O que me trouxe a falar sobre o Mestre King? Seu novo (antigo) livro "Sobre a Escrita" ("On Writing"), publicado agora-agorinha (quente!) no Brasil pela Suma de Letras. Eu já desejava esta coisa linda em sua edição inglesa, e já tinha me disposto a importá-la quando descobri que seria publicado em pt-br. Aí eu fiquei doido logo e peguei-o na pré-venda na Saraiva.

O bom é que o danado chegou quatro dias antes... dia 10/04, para ser exato. E eu já o devorei.

"Sobre a Escrita" é um livro dividido em quatro partes:

I - Currículo

Onde King faz uma breve autobiografia (como se forma um autor). Despretensiosa, engraçada, triste... como a vida. Bela e sincera, melhor que muito livrão que já li. Só a primeira parte já valeria a compra dele.

II - Caixa de Ferramentas

Onde nosso autor lista as ferramentas (conhecimentos) básicas necessárias para o trabalho de um escritor. Esta parte também é muito bem escrita e divertida, e é onde ele começa a destruir alguns pequenos-grandes maus hábitos de um escritor iniciante.

III - Sobre a Escrita

O miolo do livro. A aula começou. Conselhos básicos e práticos de como enxugar a escrita e prender seu leitor de maneira interessante e honesta.

IV - Sobre a Escrita: Um Post Scriptum

Um complemento ao livro, que dá mais carne e sangue ao que foi escrito antes. Aqui King dá exemplos claros de como editar (cortar! enxugar!) um texto, usando o 1408 (conto famoso por ter sido adaptado ao cinema com John Cusack) como base. E após isso, uma lista de livros que influenciaram e marcaram sua escrita em alguns momentos.

*   *   *


"Sobre a Escrita" é um livro honesto, divertido, instrutivo, claro e verdadeiro. Em momento algum King tenta ensinar você a escrever - sendo inclusive muito claro a respeito de ser impossível ensinar alguém a ser escritor. Tornou-se um livro por que(m) tenho muito carinho, cheio de dicas e pistas úteis, e que em momento algum te deixa preguiçoso. Na verdade, King te desafia por toda a trajetória a ler muito, escrever muito e abandonar a apatia e a covardia

Leitura essencial para todos os que desejam levar adiante a carreira das Letras, por qual motivo seja.

Abraços e boa leitura.

segunda-feira, março 30, 2015

E Se? Respostas Científicas Para Perguntas Absurdas - Randall Munroe

AVISO

Não tente fazer nada disso em casa. O autor deste livro desenha quadrinhos para a internet e não é especialista nem em saúde nem em segurança. Ele gosta de ver coisas pegando fogo e explodindo — ou seja, é provável que não esteja pensando no seu bem-estar. A editora e o autor não se responsabilizam por quaisquer efeitos adversos que resultem, direta ou indiretamente, de informações contidas nesta obra.

domingo, março 01, 2015

Celular - Stephen King - Livro e Filme



Porque a demora de nove anos para adaptar o livro o torna um filme importante....


Em um primeiro olhar para a próxima adaptação cinematográfica do romance Celular de Sthepen King, o livro se destaca como o primeiro e único romance longo do Rei, até a data, que conta uma história de zumbis (Claro, antes ele já havia feito uma incursão no tema no conto Home Delivery presente em Nightmares & Dreamscapes), e você ainda poderia incluir os mutantes da saga Torre Negra no universo das criaturas zumbis. Mas é em Celular que um surto zumbi - um que você menos espera ver um dia do lado de fora das páginas da ficção - realmente ocupa a frente e o centro da história.

Embora não seja a minha história favorita do Rei - ele se alonga um pouco demais no geral, na minha opinião - eu admiro a forma como ele pensa o mundo dessas criaturas na sua cabeça, com base em temas da tecnofobia e paternidade (você encontrará muito desse último nos livros do Rei) para criar uma narrativa alastrando-se como uma predição de fanatismo colmeia em direção a mídia social que temos hoje. E claro, o romance foi escrito em 2006, há época ferramentas sociais como Facebook e MySpace estavam em franca ascensão. É mais como se o Rei desse uma espiada em uma realidade alternativa onde esses confortos digitais assumindo o controle total de nossas vidas, transformando-nos em cascas alimentadas por  um comportamento de grupo com fome no celular, e o Rei pergunta: E se for ele contra nós?

O "nós" são pessoas como o protagonista do romance, o artista de quadrinhos Clay Riddell, que é um dos poucos sobreviventes do surto inicial. E o surto, que é de longe a parte mais original desse romance sombrio sobre zumbis. Em um evento conhecido como "The Pulse", um misterioso sinal enviado através da rede global transforma todos os usuários de telefone celulares em assassinos enlouquecidos. Na primeira onda do pulso, os zumbis, que são chamados de "Phoners" no livro, atacam todos, inclusive um ao outro, em um frenesi maniaco. Mas depois de um tempo, os Phoners começam a desenvolver uma especie de colmeia, agrupando-se em bandos e ajudando uns aos outros a procurar comida.


A medida que o romance avança, os personagens principais, que também são Tom McCourt e a adolescente Alice Maxwell, assistem aos Phoners se organizar para esta horda hiper-inteligente que visa converter os humanos restantes em sua fileiras explodido-os com o Pulso. Eles também desenvolvem poderes psíquicos, que usam para forçar grupos indesejados de pessoas a cometerem suicídio. Alimentados pelo sinal estranho, que continua a ser transmitido de uma fonte desconhecida, os Phoners continua a ganhar mais força e poder.

Em meio a tudo isso, Clay, que está em Boston no momento em que toda merda bate no ventilador, tem que voltar ao Maine para se encontrar com seu filho, cujo o destino é incerto até o final do livro. Ao longo do caminho, Clay e seus companheiros que juntam-se a caminhada, tem que travar uma guerra contra a colmeia e seu líder, um cara chamado Man Raggedy, ou o Homem Esfragalhado (um dos 10 maiores vilões sobrenaturais do Rei.Veja aqui), um Phoner especial que assombra os sonhos dos personagens.


Celular é um romance ambicioso, com uma sensibilidade de filme B que evoca um retorno aos clássicos filmes de zumbis de George Romero (os dois são bons amigos) em seu sangue, violência e mensagem filosófica. Sempre, na parte de trás da mente do escritor, está o pensamento de que talvez os mortos-vivos estejam certos, talvez o nosso tempo de domínio na terra esteja chegando ao fim e que é hora de deixar o espaço aberto para uma nova especie. Mesmo quando os Phoners crescem em números, os seres humanos continuam a cometer atrocidades contra si mesmo. Os verdadeiros monstros tem andado na terra desde o inicio do tempo.

Em 2006, o livro de King fez exatamente o que precisava fazer: entrar em um crescente cânone dos contos zumbis no momento em que a tendencia especifica de Hollywood tinha atingido  o seu pico. Afinal 2002 foi o ano em que o brilhante Extermínio (28 Days Later) elevou o nível dos filmes de zumbis moderno, e em três curtos anos, veríamos um remake fantástico de Daw of The Dead e um novo capitulo na série de mortos vivos de Romero (que na verdade tem muito em comum com o conceito de comportamento colmeia do romance de King). Mas o rei acrescentou seu próprio elemento sci-fi único de techno-guerra que fez sua opinião particular sobre o gênero zumbi muito especial. Não demoraria para que uma empresa de cinema olhasse para a promessa do conceito de King, e tudo que Celular poderia fazer para os filmes de zumbis original da era moderna.

Então, quando foi anunciado alguns meses apenas de sua publicação que a Dimension Films havia escolhido o romance para uma adaptação, parecia a melhor decisão já feita. E nas mão de seu diretor de horror visionário, Eli Roth (Cabin Ferver/Cabine do Inferno (2002) e Hostel/O Albergue (2005)) Celular já nasceu obrigado a ser uma das maiores entradas em filmes do cânone zumbi. O anuncio foi feito em 2009.

Agora é 2015 e muitas coisas mudaram. O filme saiu das mãos da Dimension Films que foi incorporada a The Weinstein Company em 2005 e agora é dirigido pela mesmas mãos do diretor  de Atividade Paranormal 2, Tod Williams à partir de um roteiro de Adam Alleca de A Ultima Casa a Esquerda, e do próprio Rei.

Muito de tudo soava como se Roth estivesse indo mais para criação de um blockbuster épico que não era tão fiel ao livro e era preciso um pouco mais de calma. Claro que mesmo assim as coisas irão cagar em Boston e haverá um monte de coisas acontecendo segundo alguns repórteres especializados que já deram uma olhada no que está sendo produzido, incluindo uma linha de cena em que um Phoner enlouquecido. correndo, "balançava o pau de um lado pro outro como um pendulo de relógio em alta velocidade " nas palavras de um repórter. Depois do surto inicial as coisas vão mais lentas e se assemelham mais a um conto de sobrevivência com um tom de algo como The Walking Dead.

O romance apresentou-se como uma oportunidade para um diretor fazer um filme pesado sobre sobrevivência ao longo das linhas que transcendem o gênero como visto em Extermínio, ainda mantendo as coisas um tanto macabra e divertida. O "ultra-violento" Roth parecia abraçar a sua opinião certa de fazer dinheiro, no entanto, ignorando-o, em termos de romance e outros filmes de zumbis há época, especialmente Land of The Dead/Terra dos Mortos, que contem algumas das melhores coisas  na história de filmes de zumbi.

Depois da faísca inicial da excitação de Roth, a coisa pareceu parar. Em 2007, o processo de escrita estava em curso, com as canetas de Scot Alexander e Larry Karaszewski, que também escreveu 1408, outra adaptação do Rei da Dimension Films. Roth estava ocupado trabalhando em O Albergue: Parte 2 na época e disse varias vezes que não trabalharia em Celular até que conclui-se seu trabalho atual, e que o roteiro fosse finalizado. Seu trabalho foi concluído, mas o roteiro nunca terminado. A coisa chegou esfriou até que em 2009, o próprio Roth sugeriu Tod para o projeto.

Felizmente, Celular ressuscitou dentre os mortos vivos muito rapidamente, graças ao novo roteiro escrito por King. Ele próprio revelou em uma sessão de autógrafos em Maryland pouco meses depois de Roth deixar o projeto.

Com a saída da Dimension o filme foi para Saperstein - que também produziu 1408 do rei - que pegou os direitos e decidiu empurrar o filme para frente.

Em 2012, seis anos após o anuncio oficial de que Celular seria transformado em filme, chegava John Cusack para o papel principal. Em 2013,William foi escolhido para a direção. Samuel L. Jackson, Stacy Keach e Isabela Funhram arrendondaram o elenco

E é assim que Celular, um romance best-seller americano de 2006, morreu e voltou a vida. Esperamos que, agora que é norma mostrar zumbi na TV na industria de entretenimento (The Walking Dead e seu proximo spinoff, Z nation, Izombie), celular ainda seja capaz de causar a enorme impressão que ele teria feito em 2009 - um ano antes de qualquer uma dessas séries sequer existir. Pelo menos esse leitor fiel espera que sim.

Por agora teremos que esperara um pouco mais. Celular será lançado em 2015, embora nenhuma data oficial tenha sido definida



segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Herdeiro do Império (01 de 03/Trilogia Thrawn) - Star Wars (Universo Expandido/Legends) - Timothy Zahn.


Não sei se eu já disse isso, mas eu tenho o melhor irmão do mundo. Entre outros motivos, ele me deu de presente a nova edição de "Herdeiro do Império", da Editora Aleph!

"Peraí... E o que seria o 'Herdeiro do Império'", pergunta você, leitor curioso. Eu respondo:

Em 1989, Timothy Zahn foi procurado pela acessoria do George Lucas para escrever a continuação de Star Wars. Direitos vão, limitações vem... e o cara escreveu "Herdeiro do Império", um dos melhores livros que já li dentro do Universo Star Wars!

Aí veio a Disney e comprou a franquia e os direitos do Lucas, e vimos nossos sonhos de ver a Trilogia Thrawn nos cinemas ir por água abaixo. 

Mas enfim... o livro.

Cinco anos após a morte do Imperador, a Nova República está tentando se firmar política e geograficamente, com pelejas ocasionais contra focos de resistência do antigo império. Mas eis que, do nada, surge um brilhante estrategista que começa a derrotar a Nova República, retomando territórios e conquistando poder para o Império que se julgava quase morto.

Grande Almirante Thrawn
O nome dele? Grande Almirante Thrawn. Dono de um intelecto absurdo, admirador e estudioso das artes de vários povos, uma capacidade de raciocínio assustadora, o humanoide de pele azul e olhos vermelhos vem, em sua nave Quimera, "tocar o terror" na Nova República. E ele não tem nenhum superpoder além de sua inteligência.

Outro personagem interessante é o "Mestre" Jedi Joruus C'baoth, que se envolve diretamente nos jogos de poder do Império, interessado nos Jedi Luke e Leia (Organa-Solo) Skywalker, e nas duas crianças carregadas pela Senadora: Jaina e Jacen Solo.

Joruus C'Baoth
E temos o trio principal: Luke, Leia e Han Solo. E temos Lando Calrissian (yeah!). E temos Chewie! E temos 3PO e R2! E temos...

Mara Jade. A ruiva. A mão do Imperador.

Tentando não soltar spoilers, mas tá difícil.

Na boa? Motivos pra ler tem muitos. Zahn consegue te envolver e te entrega personagens tão vivos quanto os dos filmes. É impossível separar os personagens escritos pelos vividos no cinema.


Ele escreve bem para caramba. Tudo bem amarrado e ancorado na mitologia.

Sério, a trilogia Thrawn (como são conhecidos os três livros desse arco: Herdeiro do Império, O Despertar da Força Negra e O Último Comando) é tão boa que dá uma tristeza pensar no Episódio VII.

Mas quem sabe o JJ não consiga nos trazer Uma Nova Esperança e aproveitar alguma coisa do Zahn?

Que a Força esteja com ele. E conosco.

Sério, se você não leu, leia. Compre o livro - tá linda a edição da Aleph. E o marcador de página é F*da!


Fico por aqui. Nos falamos. Até mais!

P.S.: Eu já disse que tenho o melhor irmão do mundo? :) 

domingo, outubro 26, 2014

Como pensar mais sobre sexo - Allan de Botton


11 coisas rudes sore o sexo. - "A fim de superar o desconforto que o sexo geralmente desperta, você pode precisar repensar radicalmente o desejo, casamento, fidelidade e muito mais" - Alain de Botton.



Sexo. Temos sido levado a acreditar, que é tão natural quanto respirar. Mas, na verdade, argumenta o filósofo britânico, Alain De Botton, é "perto da ciências de foguete em complexidade". Não é apenas uma força poderosa, muitas vezes é ao contrario de muitas outras coisas que nos preocupam. Sexo inerentemente cria conflitos dentro de nós. Nós imploramos por sexo com pessoas que não sabem o que é o amor. Faz-nos querer fazer coisas que parecem imoral ou degradante, como esbofetear alguém ou ser amarrado. Nos sentimos estranhos pedindo as pessoas que amamos para fazer sexo conosco do modo como que realmente queremos.

domingo, setembro 21, 2014

Os 10 Maiores Vilões Humanos de Stephen King

ELES PODEM SER PIORES DO QUE OS OUTROS!



Stehpen King é o criador de muitos vilões sobrenaturais aterrorizantes. São vampiros, diabos, palhaços demoníacos, aliens, bruxas, lobisomens, bruxos das trevas e até um automóvel assassino. Como você poderá ver aqui.Os 10 vilões sobrenaturais...  Mas são seus monstros humanos que são mais assustadores. O rei criou assassinos em série, déspotas assassinos, agressores e criminosos de todo tipo que podem ser nossos vizinhos, nossos amigos, nossos colegas de trabalho e até mesmo alguém de nossa família. Eles existem no mundo real e espreitam em cada esquina, aguardando o momento para atacar.

Aqui estão apenas alguns dos monstros humanos, mais duradouros do Rei que podem não existir debaixo de sua cama, mas pode esta estar sentado ao seu lado dentro do ônibus, no box do banheiro, ou ao seu lado no sofá.

domingo, setembro 14, 2014

Os 10 maiores vilões sobrenaturais de Stephen King

O Rei de todos os nossos pesadelos


O Nome de Stephen King evoca imagem de criaturas, monstros, lugares, histórias horríveis e alguns dos vilões mais duradouros da ficção. Seres do mal inimagináveis que testam os limites da vontade de seus protagonistas para sobreviver, alguns desses vilões passaram a se tornar quase tão famosos, ou infame como o próprio escritor. Muitos desses vilões são monstros da variedade humana, assassinos em série, déspotas faminto de poder, ou niilistas da ordem mais vil, mas seus vilões mais memoráveis são seres sobrenaturais que usam seus poderes obscuros para distorcer o mundo ordenado em torno deles usando o caos e a dor.

Aqui estão os 10 maiores vilões sobrenaturais saído da mente do Rei do Terror.

quarta-feira, agosto 20, 2014

O Doador - Lois Lowry


“Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana. ” (Marguerite de Crayencour)


No último fim de semana chegou ao cinemas americanos o filme The Giver/O Doador, uma adaptação do livro de mesmo nome, de Lois Lowry. Um filme que muito de nós tem estado à espera desde de nossos anos de adolescência. Como uma preparação para isso, acho que quem o leu, como eu, nesse estagio da vida, seria bom revisita-lo agora que ele ganha a tela grande. Em um mundo de Jogos Vorazes, Divergente e muitos romances/filmes de aventura adolescente populares e novos gostaria de escrever sobre o porquê desse livro um pouco mais velho ainda ser importante.

sábado, maio 31, 2014

O Nome do Vento e O Temor do Sábio (Livro I e II de A Crônica do Matador do Rei)

SE VOCÊ AMA ALGO, ESTEJA SEGURO DE SER AMADO TAMBÉM. DO CONTRARIO VOCÊ SÓ TERÁ PROBLEMAS.


Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade essas duas figuras se concentram em Kvothe ou Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para entrar na escola de magia. O Nome do Vento e o Temor do Sábio acompanham trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: O desejo de aprender sobre o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. (Sinopse).

sábado, maio 24, 2014

O Rei de Amarelo, de Robert W. Chambers (1895), ou: Sobre Amor, Terror e Cinismo.


O mar quebra pela orla, vago,
Os sóis gêmeos afundam sob o lago,
As sombras se alongam
Em Carcosa.

Estranha é a noite em que estrelas negras sobem,
E estranhas luas o céu percorrem
Mas ainda mais estranha é a
Perdida Carcosa.

Que morra inaudita,
Onde o manto em retalhos do Rei se agita;
A canção que entoarão às Híades na
Obscura Carcosa.

Canção de minh’alma, minha voz é finada;
Morra sem ser entoada, como lágrima jamais derramada
Seca e morta na
Perdida Carcosa.

“Canção de Cassilda” em O Rei de Amarelo, ato I, cena 2

Playlist pequena para acompanhar a leitura. Sugestão, claro. Crie a sua!

O que dizer de um autor que fascinou e foi inspiração para autores como Lovecraft, Robert E. Howard e Stephen King? O que dizer de um autor que produziu uma história baseada em um livro que deixa as pessoas loucas após sua leitura? O que falar de um autor que escreve, de maneira tão simples, criativa e poderosa, um livro de contos que atravessou os séculos e que mantém intacto seu poder?