Dia 162 - Felipe Pereira 157
Jonah Hex - 2010
Dir: Jimmy Hayward
Elenco: Josh Brolin, John Malkovich, Michael Shannon, Megan Fox e Michaell Fassbender.
Pensa rápido: o que se pode esperar de uma obra (ou
melhor, um trabalho de macumba) do mesmo diretor de Horton e o Mundo dos Quem e
escrita pelos mesmos imbecis que dirigiram Adrenalina, Adrenalina 2, Gamer e
Motoqueiro Fantasma 2?
Parafraseando os grandes poetas do início dos anos 2000,
os Bragaboys, “é Bomba”.
Desculpem por essa piada ruim, mas como cês devem saber,
eu tô meio doente. Não é da cabeça, por incrível que pareça.
Jonah Hex é um ‘faroeste’ que conta a história de um ex-soldado
que se rebelou contra seu pelotão por questões de honra e acabou por tocar um
pequeno massacre, matou as pessoas erradas e causou a ira de um homem, Turnbull,
ao matar seu filho. Turnbull, para se vingar, pôs fogo na casa de Hex com sua
família dentro e marcou seu rosto com um ferro em brasa.
Numa animação inicial muito tosca, Hex sobrevive
auxiliado por índios que resgatam-lhe da morte para, logo em seguida, sair no
encalço de Turnbull.
No primeiro minuto de filme ele mata o cara.
Cês viram Megamente? Quando o cara mata o herói no
primeiro minuto de filme e percebe que não sabe mais o que fazer da vida?
Acontece o mesmo com Jonah Hex, que agora, sem nenhuma explicação razoável, é
capaz de se comunicar com os mortos.
É quando Hex, vários anos depois, descobre que Turnbull não
só está vivo, como virou o Benito di Paula e pretende tomar conta dos EUA
faroésticos.
Detalhe mórbido: Jonah Hex é baseado numa HQ da DC Comics
e se passa em Gotham, na época do Frank Nero e do King Schultz. O detalhe é que
na HQ não tem nada desse lance de “falar com os mortos”, isso foi tudo piração
da cabeça dos mongóis que dirigiram Adrenalina.
JH é tosco, curto (menos de uma hora e meia), tem um
roteiro safado, um trabalho de maquiagem e caracterização vergonhoso, um time
de roteiristas que dá vontade de jogar dentro de uma casa em chamas, mas tem um
mérito: seu elenco.
O elenco de JH é a cinematografização da palavra “INACREDITÁVEL”.
É impossível que tantos atores de renome (Megan Fox vendida separadamente) tenham
se envolvido nesse projeto por vontade própria. Eu não sei se JH foi rodado em
tempos de crise financeira, mas essa é a única explicação para que essa
mediocridade cinematográfica tenha nomes como Josh Brolin, John Malkovich, Michael
Shannon (Kneel before Zod!), Megan Fox (tá bom, vai!) e Michaell Fassbender
(P*TA QUE PAREU).
É de chorar, cara. Isso é muito triste.
Mas a César o que é de César: Joshh Brolin É Jonah Hex. O
cara tem uns momentos bem desmotivantes em cena, dá vontade de parar de ver, e
o roteiro vagabundo também não ajuda, mas, em outros momentos o homem brilha.
Mesmo com aquela maquiagem ridícula na cara, aquele negócio bem segunda
temporada de The Walking Dead, o cara faz valer a meia hora de vida que você
perde. Fassbender, como o capanga tatuado do Benito de Paula, dá um showzinho.
Totalmente tresloucado e psicótico, do jeito que o capeta curte, nem de longe
seu melhor papel, bem inferior ao seu pior papel, mas o cara simplesmente não
consegue ser um mau ator.
Megan Fox, por outro lado, por sorte aparece pouco.
Inexpressiva, insossa, tá até meio feiosa: não adiciona em NADA!
O pior de tudo é o texto: os monólogos óbvios de Hex, sua
narração em off sem sentido nenhum, fecham o bagulho com chave de merda. Ah,
quase me esqueci: a trilha sonora do filme é quase que inteiramente tocada num
banjo!
NUM BANJO, CARA, NUM BANJO!
pelo elenco
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