Dia 161 - Felipe Pereira 155
Jack the Giant Slayer - 2013
Dir: Bryan Singer
Elenco: Nicholas Hoult, Ewan McGregor, Stanley Tucci
Dir: Bryan Singer
Elenco: Nicholas Hoult, Ewan McGregor, Stanley Tucci
Jack - O Caçador de Gigantes leva 3 luas. Logo de cara,
não tem muito o que falar dele. É um filminho bem pilantra com doses cavalares
de ação e diversão. Não dá pra entender o que se passava na cabeça do diretor
Bryan Singer ao assumir o projeto: atualização de contos de fadas e histórias
clássicas não tem um histórico positivo no cinema, todas as tentativas feitas
até então só chegaram ao mesmo lugar: filmes mornos, cheios de efeitos digitais
e com roteiros frágeis. Tim Burton começou essa zona toda com seu Alice no País
das Maravilhas. Tudo o que veio depois seguia a mesma linha de história mal
contada.
Branca de Neve, João e Maria, O Mágico de Oz (foi o que
chegou mais longe até aqui), todos cometendo praticamente os mesmos erros.
Jack não segue um rumo diferente, se propõe apenas a ser
uma diversão rápida e descompromissada quando tinha potencial para o épico.
Na trama que adapta a história de João e o Pé de Feijão,
Jack (Nicholas Hoult) é um jovem fazendeiro que mora com o tio em uma casa
decrépita num reino medieval qualquer desses aí. Um dia, quando ia vender o
cavalo da fazenda para conseguir dinheiro para consertar o telhado da casa onde
vive com o tio, Jack esbarra com um monge que lhe oferece alguns feijões em
troca de seu cavalo e, antes que ele possa reagir de alguma forma, o monge vai
embora com sua montaria.
Segundo o careca os tais feijões tinham um valor
inestimado e aquela coisa toda.
Quando Jack chega em casa e mostra os feijões ao tio, o
velho fica louco de raiva, joga os feijões fora e sai sem rumo em busca de
dinheiro.
Naquela mesma e tempestuosa noite, a princesa do reino de
qualquer coisa decide fugir em busca de aventura para escapar de um casamento
arranjado com um homem muito mais velho e cheio de interesses sombrios:
Roderick (que até agora eu não sei se é o Mark Strong, o Stanley Tucci ou o Andy
Garcia). Só não contava com a chuva torrencial, que a faz se dirigir à casa de
Jack em busca de ajuda.
É quando acontece o inesperado (ah, vá!): um dos feijões
que o tio de Jack jogou fora, ao entrar em contato com a água da chuva, germina
e cresce vertiginosa e violentamente, elevando a casa de Jack, com a princesa
dentro, até muito acima das nuvens, a um reino flutuante dominado por gigantes
que odeiam humanos.
Jack acaba caindo da casa e fica em terra firme, com seu cabelo impecável e inabalável, quando é
encontrado pela família real e explica o que aconteceu: um pé de feijão gigante
levou a casa e a princesa para as nuvens, coisa natural pra caramba. Seems
Legit, todos aceitam bem e o rei diz: vocês, minha guarda real, subam lá nesse
pé de feijão do demônio com esse total desconhecido que pode ter matado minha
filha e feito deus sabe o que com ela, e resgatem a princesa.
Simples assim.
Um dos principais problemas de Jack é justamente essa
coisa de “vamos direto ao assunto?”. Essa conveniência de que todos confiam em
todos e todos são dispostos a dar suas vidas por uma princesa que pode nem
estar viva. Isso deixa o filme raso, superficial de uma forma inacreditável,
além de totalmente genérico e descartável.
Outro ponto é a falta de ambição, de grandiosidade,
deixando a produção com um aspecto amador e apressado, digno de um Loius
Leterrier, aquele nível de profundidade de poça d’água.
As coisas só pioram com a escolha do elenco: atores como
Ewan McGreggor, Bill Nighy e Stanley Tucci são tão subaproveitados que sua
escolha (e o fato de terem aceitado fazer parte da produção) soa injustificada.
Mas não só de desgraças vive a produção. Singer é um
diretor competente (no mínimo) e consegue tirar alguns momentos verdadeiramente
ótimos do filme. Os trinta minutos finais, por exemplo, são épicos: uma batalha
violenta, frenética e barulhenta, que condensa toda a credibilidade que o filme
não conseguiu atingir até então. Pena que precisou de uma hora e meia para se
chegar até lá. Uma hora e meia mal desenvolvida, que dá aquela sensação de que
poderia ter acontecido muita coisa e não se chegou a lugar nenhum.
Seria um filme duas luas, mas a batalha final é realmente
grandiosa e pretensiosa de uma forma positiva.
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A palavra para este filme é: esquecível. Como todos as outras adaptações de contos de fada para o cinema até agora.
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