quarta-feira, junho 12, 2013

FAR CRY 3 - Nosso jogo do mês - Por assis oliveira


Vass, o vilão por excelência de FAR CRY 3

Em certo momento em FAR CRY 3, VASS, que é o vilão por excelência do titulo diz que, “loucura e fazer a mesma coisa todos os dias de tua vida”. Não estamos diante da maior revelação já feita na história dos roteiros porem para um shooter em primeira pessoa, o menos que esperamos é alguma frase que nos leve a algum tipo de reflexão. Logo seguiremos com a analise do jogo, porem agora gostaria de destacar isso: Em alguns momentos Far Cry 3 parece ser consciente que você é um jogador no comando de um game.
Tudo corre como um cliché. Um típico grupo de adolescentes californianos endinheirados que acreditam já estarem resolvidos na vida, porem que não sabem nada sobre ela. Tudo bem, somos brasileiros e não tememos dar duro, por isso podemos enfrentar um ambiente natural, desafiante e perigoso que nunca ousamos viver. FC3 quer que você como jogador, se transforme. Quer que você vivencie todos esses perigos orgânicos e sofras como um condenado, para que pouco a pouco vá fazendo o que eu chamo de “caminho do guerreiro”. ”a sociedade te ensinou a fracassar”, diz Dennis “não a natureza”.  Você pode dizer que isto é alguma baboseira indígena, porem de fato o game te ensina a aproveitar tudo ao teu redor e a experiência de viver neste ambiente selvagem, a teu favor. JASON BRODY, nosso alter-ego vai transformando-se até verdadeiramente sentir e pensar como um selvagem.  De primeira sabe que esse é o seu caminho. Outra razão para tão fácil adaptação é perceber que possivelmente nunca mais voltará à civilização.

Tenha cuidado pra não perder o foco apreciando a belas paisagens do game
Podemos vê-lo sensivelmente como um jogo aberto de tiro em primeira pessoa como os que já estamos acostumados a jogar, porem o resultado segue sendo igualmente impactante. Percorrer a ilha atravessando velozmente sua selva, cobrindo todas as distâncias em um quadriciclo, uma lancha ou uma asa delta é igualmente um prazer para os sentidos. O combate segue sendo fundamental, bem diferenciado aqui pelo “caminho do guerreiro” que preferires. A Garça, ou como eliminar inimigos a distância. O Tubarão, ou como matar em combate flanqueando seus adversários. A Aranha, ou como ser um assassino silencioso e letal. FC3 é uma verdadeira peregrinação ao paraíso dos gráficos e da liberdade. 
O sistema de jogo é tão clássico que de cara nos lembrará de Assassins Creed em muitas ocasiões. Notasse que a UBISOFT evitou a todo custo repetir os mesmos erros do lançamento anterior e preferiu “inspirar-se” em algo que funciona. Revelamos as partes do mapa da ilha graças as torres de radio que fazem aqui as vezes das ATALAIAS de Assassins Creed, escalá-las se faz de uma maneira cada vez mais difícil de um modo que nunca pensastes que seria possível para primeira pessoa. 
Vaas é, possivelmente, um dos melhores vilões entre os que apareceram em 2012 e Rock Islands é tudo que sempre sonhastes de um paraíso tropical, porem com um monte de piratas assassinos querendo lhe dar cabo. A diferença de FC2 esta a constante aparição de inimigos, mas agora podemos capturar postos dos inimigos e torna-los nossos aliados ou passar por eles furtivamente. As missões principais são tão autenticas, variadas e divertidas como em qualquer jogo, mas linear e focada somente nelas. Veremos desde ruinas de templos chineses, gêiseres de ácido, minas, complexos industriais... Acompanhados ademais de sequencias oníricas de tirar o folego, colocadas aqui com a intensão de eliminar um bocado de nosso histórico de visões e medos pessoais. Missões secundarias também temos, todavia não tão interessante como o resto do conjunto.

Além dos assaltos aos postos inimigos, temos corridas em quadriciclos com checkpoints para apanhar medicinais, umas espécies de modo horda com levas de inimigos a serem eliminadas, as já citadas escaladas a torres de radio e a caça. No que pese não serem obrigatória todas essas atividades, se tornam indispensáveis se desejamos criar mais espaço em nosso inventário na hora de armazenarmos armas, dinheiro, munição e etc. Não deixa de ser algo obtuso metralhar pobres animais apavorados (salvo os predadores).
FC3 tem tantos elementos que é impossível vê-los todos em uma única vez ao jogar, por isso requer uma segunda espiada ou talvez até uma terceira. Une-se a isso um modo cooperativo resultado de sua própria estória e personagens e que te permite jogar em tela dividida, um multijogador com modos muitos interessantes e que aproveitam o espaço e os efeitos (como o fogo), fruto da produção do grande motor gráfico Dunia 2.
Como já disse FC3 é uma peregrinação ao paraíso dos gráficos e da liberdade, enquanto jogadores, vemos daqui do conforto de nossas casas o que a natureza é capaz de oferecer, e o vemos através da tecnologia. O artificial criando o natural. Apela-se a todo momento para o nosso guerreiro interior, e responderas esse chamado ao realizar um “salto de fé”, estendendo os braços e abrindo o para quedas no ultimo momento.
Fodeu irmão!

FC3 é isso, liberdade e liberação. Um grande jogo que marca o final de uma era.


NOTA: Os créditos da criação gráfica do meu sistema de pontuação para os games vão para o nosso amigo Felipe. Ficou bem bacana.

E para este game vai a nota máxima.




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