Em um mundo em que um vírus zumbi infectou a humanidade, uma cura foi encontrada. A cura, a aplicação de uma uma droga chamada "proteína do retorno", que mantem os efeitos do vírus no organismo do hospedeiro sob controle. Com injeções diárias, os "devolvidos" são capazes de viver como se nunca tivesse sido infectados. Com cada vez mais pessoas sendo curadas, os estoques da proteína estão cada vez mais baixo, já que a mesma usa medula dos infectados para sua produção. Com isto a intolerância pela convivência com os retornados aumenta a níveis violentos. Quando as autoridades anunciam a suspensão da entrega da proteína enquanto se inicia a produção de uma versão sintética, o caos irá tomar conta das ruas.
No meio desse caos estão Alex (Kris Holden-Ried), um musico que tem uma grande semelhança com o vocalista do Coldplay, e Kate (Emily Hampshire), uma médica que trabalha na ala dos retornados de um hospital local. Ela vive com Alex. Somente ambos sabem da condição de Alex. Kate teme que a exposição do sua condição ocasione a rejeição por parte dos seus amigos. Temendo a iminente suspensão da distribuição da proteína, ela compra clandestinamente a mesma no hospital e prepara um estoque em casa para Alex. Há dez anos, quando eclodiu o surto do vírus, ela perdeu a mãe e fara tudo para não perder Alex. Pouco antes da suspensão Alex resolve contar de sua condição ao seu melhor amigo, Jacob (Shawn Doyle), casado com Amber (Claudia Bassols). Ele não podia imaginar o preço que acabaria pagando por sua confiança no amigo.
Este não é um filme convencional de zumbis. Ele serve como uma alegoria para qualquer tipo de doença infecto-contagiosa tipo HIV e todas implicações quanto a tolerância e a convivência entre infectados e não-infectados. Ele não é aquela coisa bagunçada de um found-footage, com cara de documentário. Ele até tem algumas cenas sangrentas no seu começo, que poderiam classifica-lo como um gênero horror/terror, mas sua alma é de um filme dramático com um final desconcertante e surpreendente.
Podemos aprecia-lo também como um filme sobre politicas de controle e suas consequências em uma sociedade dividida entre os que estão doentes e os que não estão. Ele é mesmo uma ruptura com a filmografia zumbi e por isso, ele é interessante enquanto abordagem diferenciada.


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