quinta-feira, agosto 08, 2013

Invasão à Casa Branca

Dia 220

Olympus Has Fallen - 2013
Dir: Antoine Fuqua
Elenco: Gerard Butler, Aaron Eckhart, Morgan Freeman, Finley Jacobsen


Primeiramente eu gostaria de deixar claro que Invasão à Casa Branca é um filme genial!
Tendo sido isso esclarecido, podemos partir para nossa análise.
Olympus Has Fallen conta a história de Mike Banning, ex-chefe de segurança do presidente dos EUA, Benjamin Asher (Aaron Eckhart, sim, eu votaria nele), que é demitido após um acidente de carro no qual teve de escolher entre salvar a vida do presidente e a da primeira dama (e optou por salvar a do presidente). Após o ocorrido Banning passa a trabalhar na secretaria do Tesouro, fazendo trabalho burocrático e levando uma vidinha tediosa. Até o dia em que dá a louca na Coréia do Norte e os olho-puxados decidem invadir os EUA, derrubar a casa branca e fazer o presidente de refém para que uma célula terrorista (os zoipuxado) executem seu plano revolucionário para reunificar as Coreias e expulsar as tropas americanas de solo (e mar) coreano.
Sentido? Pra que?

É nesse momento em que o espírito espartano de vidas passadas ressurge em Mike Banning, outrora Rei Leônidas (THIS IS AMERICA!) e ele literalmente sai correndo do lugar onde ele está ao encontro de seu querido presidente.

É preciso mencionar que Asher e Banning tem uma espécie de bromance, o segurança é considerado da família, melhor amigo do primeiro filho, dá pitaco na roupa da primeira dama e, quando deixa a dondoca morrer para cumprir seu trabalho, Banning fica cheio de peso na consciência, estresse pós-traumático, pacote completo. Por isso, quando vê os aviões coreanos massacrarem TODO MUNDO (sério, cara, tu não faz ideia, parece Angry Birds, os caras matam TOOOODO MUNDOOO!) num CGI extremamente tosco, porém empolgante, o cara começa uma correria desenfreada contra o tempo para salvar o que restou da família do presidas.

E tem-se início uma campanha anti norte coreana de duas horas de duração, totalmente esquizofrênica, inverossímil e megalomaníaca comandada pelo, outrora indicado ao Oscar, Antoine Fuqua (Dia de Treinamento).
Isso por que, na cabeça do sujeito, ele é o único capaz de parar os coreanos, nenhum segurança do presidente em serviço o é, apenas ele. E realmente os caras dão uma surra nos guardas, matam todos eles em questão de minutos, enquanto os guardas presidenciais não derrubam NINGUÉM! Aí chega Buttler, com suas balas curvas (balas que ricocheteiam no crânio de suas vítimas) e a contagem de corpos coreanos tem início: o cara é o Rambo, maluco! O RAMBO!

O bacana de ICB é que ele pega os coreanos pra judas na maior cara dura. Certo, os caras são malucos, ok eles são uns psicopatas, cachorros loucos e tem um Instagram para as forças armadas, mas o maior atentado que eles fizeram até agora foi lançar o Psy no mercado. Além disso, eles são uns lunáticos, não se mexe com esse tipo de gente, não desse jeito.
Em certo ponto do filme, percebendo que jogar tudo num mesmo saco é uma merda gigantesca, Fuqua tenta separar o joio do trigo: Os sul coreanos são legais, os norte coreanos são instáveis, mas nunca fizeram mal aos americanos e o grupo que invadiu a casa branca é independente de fronteiras: são puramente terroristas.

Aí tome reviravolta, tome frase de efeito, tome Gerard Buttler (fantasticamente canastrão como deve ser todo bom astro de ação (exceto o Matt Damon... E o Robert Downey Jr)) descendo a porrada em coreano, atirando em cabeça de mulher (essa cena é fantástica, tem um gif animado dela por aí), salvando o dia! Nossa senhora, adrenalina demais!


Sejamos francos, ICB é um filme trash, eu sou apaixonado por filmes trash, mas tudo tem limites! Minha vontade é de dar 5 luas pra esse filme, mas meu dever moral é o de dar zero por que isso simplesmente não configura cinema! Bora encontrar um meio termo, ok? Eu tenho uma reputação a zelar! 3 luas tá de boa? Ninguém se machuca?
Ok, é isso.

Vão e vejam, filme no mesmo nível de credibilidade de O Núcleo e Battleship, mesmo nível de trasheira, mesmo nível de ação desmiolada que vai contra as leis da física e do bom senso. Não se deve, em momento algum, levar esse troço a sério como algo mais que um filme de ação desmiolado e deslocado que deveria ter sido lançado vinte, trinta anos atrás e estrelado pelo Steven Seagal em seus tempos áureos.

Um filme estupidamente genial e divertido!

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Felipe Pereira

3 comentários:

  1. Atenção: tem outro filme com o mesmo tema, e parece ser melhor. Ainda não vi o outro. Vi esse que tu resenhou.

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    1. O outro é do Roland Emmerich, se esse aqui não é lá essa coisa toda, o outro será no mínimo terrível.

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    2. Talvez Jamie Fox salve o dia.

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