domingo, outubro 12, 2014

Ths Strypes - Snapshot, 2013


Dia das Crianças hoje, né? Pois é! Ia pegar um filme da infância e discorrer sobre ele por aqui. Provavelmente O Jardim Secreto ou algum desses clássicos da Sessão da Tarde que eram exibidos exaustivamente nos anos 90. Talvez O Homem-Aranha do Sam Raimi, o primeiro filme que vi no cinema. Mas cedi a parte de cinema ao meu irmão hoje (amém! Eu, na verdade, não fazia ideia do que escrever) e fiquei pensando no que dava pra falar dentro do mesmo tema, Dia das Crianças, em outras mídias...
Aí eu lembrei do The Strypes.

The Strypes é uma falha na Matrix: uma banda de rock formada por quatro moleques, entre 16 e 17 anos. Até aí, nada demais, isso não é lá uma raridade. O ponto é que os moleques são realmente talentosos, o tipo de coisa pra se ter no MP3. A banda tem como referência o som das décadas de 60 e 70, mas sem ficar irritantemente nostálgico, sem soar pedante ou inocente e se mantendo na atualidade.
Dito isso, podemos falar do primeiro (e único) disco dos caras, lançado no ano passado: Snapshot.
Snapshot é uma coisa ímpar. É agressivo, mal humorado, velho e barulhento. É como uma dose de whisky em um bar de beira de estrada, como uma briga de boteco ou um cano fumegante. É Rock, bebê.

Deixa tentar explicar de uma forma que dê pra entender: sabe o Justin Bieber? Sabe Jonas Brothers? Sabe One Direction? The Strypes é exatamente o contrário, vai por um caminho totalmente diferente. Você não vai ver meninas de 13 anos chorando amores pelos moleques, não vai ver fanfics bizarras espalhadas pela internet, nunca vai vê-los nos canais da Disney. O talento dos moleques não é aquela coisa pré-cozida, não é aquele som genérico de garagem, é o tipo de coisa que você ouve sem peso na consciência. Não é um pop rock pilantra que você ouve com ressalvas, é um negócio que chega bem perto do Arctic Monkeys, do Miles Kane, exagerando um pouquinho, do Black Keys. O tipo de música que faz o chato do Jake Bugg ir chorar no canto com aquela voz irritante dele.

The Strypes é isso: a bateria violenta do garoto Evan Walsh, o baixo furioso de Peter O'Hanlon, a guitarra agressiva de Josh McClorey e a voz e a gaita matadoras de Ross Farrelly. Uma banda velha, formada por moleques idosos!

Mistery Man
You Can't Judge a Book By The Cover
Blue Collar Jane
Só pra sepultar a postagem, eu deixo vocês com a versão deles para Come Togheter.
Boa noite.
Não precisa se sentir mal, eu também estou um pouco envergonhado.


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