Dia das
Crianças hoje, né? Pois é! Ia pegar um filme da infância e discorrer sobre ele
por aqui. Provavelmente O Jardim Secreto ou algum desses clássicos da Sessão da
Tarde que eram exibidos exaustivamente nos anos 90. Talvez O Homem-Aranha do
Sam Raimi, o primeiro filme que vi no cinema. Mas cedi a parte de cinema ao meu
irmão hoje (amém! Eu, na verdade, não fazia ideia do que escrever) e fiquei
pensando no que dava pra falar dentro do mesmo tema, Dia das Crianças, em
outras mídias...
Aí eu
lembrei do The Strypes.
The Strypes
é uma falha na Matrix: uma banda de rock formada por quatro moleques, entre 16
e 17 anos. Até aí, nada demais, isso não é lá uma raridade. O ponto é que os
moleques são realmente talentosos, o tipo de coisa pra se ter no MP3. A banda
tem como referência o som das décadas de 60 e 70, mas sem ficar irritantemente
nostálgico, sem soar pedante ou inocente e se mantendo na atualidade.
Dito isso,
podemos falar do primeiro (e único) disco dos caras, lançado no ano passado:
Snapshot.
Snapshot é uma
coisa ímpar. É agressivo, mal humorado, velho e barulhento. É como uma dose de whisky
em um bar de beira de estrada, como uma briga de boteco ou um cano fumegante. É
Rock, bebê.
Deixa tentar
explicar de uma forma que dê pra entender: sabe o Justin Bieber? Sabe Jonas
Brothers? Sabe One Direction? The Strypes é exatamente o contrário, vai por um
caminho totalmente diferente. Você não vai ver meninas de 13 anos chorando
amores pelos moleques, não vai ver fanfics bizarras espalhadas pela internet,
nunca vai vê-los nos canais da Disney. O talento dos moleques não é aquela
coisa pré-cozida, não é aquele som genérico de garagem, é o tipo de coisa que você
ouve sem peso na consciência. Não é um pop rock pilantra que você ouve com ressalvas,
é um negócio que chega bem perto do Arctic Monkeys, do Miles Kane, exagerando
um pouquinho, do Black Keys. O tipo de música que faz o chato do Jake Bugg ir
chorar no canto com aquela voz irritante dele.
The Strypes
é isso: a bateria violenta do garoto Evan Walsh, o baixo furioso de Peter
O'Hanlon, a guitarra agressiva de Josh McClorey e a voz e a gaita matadoras de Ross
Farrelly. Uma banda velha, formada por moleques idosos!
Mistery Man
You Can't Judge a Book By The Cover
Blue Collar Jane
Só pra sepultar a postagem, eu deixo vocês com a versão deles para Come Togheter.
Boa noite.
Não precisa se sentir mal, eu também estou um pouco envergonhado.
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