Imagine um suspense de vingança estrelado por uma "bombshell" de olhos arregalados (Scarlet Joahansson) em uma terra estranha (Taiwan), que é sequestrada e abusada por desagradáveis, suados e gritantes gangsteres coreanos. Em seguida ela foge e começa uma jornada por justiça. Então imagine este mesmo filme estrelado por um lutador rápido com os pés e punhos que pode quebrar os dentes de uma duzia de oponentes antes que eles possam levantar um único punho. Agora imagine este filme injetado com uma porção de ficção científica apocalíptica, com a nossa bombshell ganhando estranhos poderes a medida que a história se desenrola. Cortes de imagens de predadores e presas em perseguição, reforçado com cenas de plantas sendo incubadas; monólogos sobre a capacidade do cérebro e o verdadeiro significado do tempo, juntamente com buracos de minhocas psicodélicos e esquemas explicativos materializado do nada.
Isso é Lucy de Luc Besson, um thriller sobre uma mulher americana que é raptada e usada em um serviço de mula para trasportar uma droga experimental dentro do estômago, e que contem um hormônio sintético. Acidentalmente ela absorve uma parte da substância no organismo. Com isso suas limitações físicas, intelectuais e perceptivas começam a ser paulatinamente ampliadas. Eu poderia descrever cinco ou seis outros tipos de filmes que, de alguma forma, também ecoam Lucy. Partes dele podem lhe lembrar The Matrix e um final pode lhe levar a se recordar de Akira. Seus últimos dez minutos soam como um hit de ficção-cientifica. Você já viu um monte de situações individuais e técnicas de filmagem em Lucy também. Na verdade você seria duramente pressionado para identificar uma ideia, cena ou elemento da imagem que não seja um clichê.
Mas o pacote total é fresco. Desde o momento em que o personagem título de Johansson sofre uma surra no cativeiro que rompe as drogas em seu estômago e libera uma grande quantidade para sua corrente sanguínea (um pesadelo Yankee), o filme entra eu reino de alegria contínua, embora nem sempre seja uma surpresa. Não adianta nomear qualquer um dos outros personagens principais, como realmente não há outros personagens, apenas os tipos: o traficante arrogante cara-de-gato (Choi Min-Sik) que acha que pode controlar a mula com rédea curta e aprende da maneira mais difícil que a nossa loura não brinca; o cientista brilhante de voz profunda (Morgan Freeman, quem mais?), cujos estudos teóricos sobre os potenciais inexplorado do cérebro humano, o tornam uma fonte de informação e finalmente uma espécie de sócio-salvador para Lucy; O bom e cara legal, policial parisiense (Amr Waked) que ajuda Lucy durante a sua missão em adquirir mais do hormônio experimental que ela precisa ingerir e se tornar o que ela está se tornando: se fosse a década de ouro da ficção científica, 1950, um monstro sci-fi, provavelmente, do tipo que não poderia ser morto porque tudo que você atirasse nele apenas o tornaria mais forte e mais faminto.
Lucy é mais que um tipo ser humano único na sua representação não-mutante e não-super. Contrasta com a atriz Scarlet Johansson que em meados de sua carreira transformou a sua imagem ingênua de atriz fatal da voz rouca em um ídolo intrinsecamente físico, e se transformou numa das mulheres mais fascinante do cinema americano. Não é apenas o controle sobre seu próprio corpo, a voz e os olhos, é talvez a nossa consciência que aqui, e como em Under The Skin, são peças diferente de uma mesma fêmea. Lucy ainda usa uma linha de dialogo onde ela diz, "em algum ponto sob a minha pele". Seu trabalho nos impede de perceber que o roteiro de Besson estragou a chance de contar uma história mais profunda, que não é apenas bombasticamente emocionante e superficialmente inteligente, mas de um silêncio trágico também
Lucy começa com imagem da mulher pré-macaco também chamada de Lucy e vai voltando para ela durante toda a narrativa, não muito sutilmente comparando a transformação de nossa heroína ao da espécie humana em si ("dê a evolução à revolução", para citar uma das frases mais pungente do script que nos chega pela leitura de Freeman). E ainda há apenas dois momentos que nos fazem realmente entender e simpatizar com Lucy como algo diferente de uma cifra que representa o ser humano numa acelerada evolução. Um deles é uma das primeiras cenas sua sendo aterrorizada pela gangue de traficantes de Taiwan. O desamparo abjeto de Lucy aqui, é difícil de assistir. O outro ocorre mais a frente na história, quando Lucy percebe que estar prestes a embarcar em uma jornada transformadora e horrível, enquanto fala ao telefone com sua mãe. A cena é filmada em apertados close-ups. O diálogo tem uma ousadia proustiana pateta: "Lembro-me do sabor do seu leite em minha boca... Eu quero agradecer a você pelos mil beijos que eu posso sentir no meu rosto".
Essa cena é tão descaradamente poderosa que, em retrospecto, me fez desejar que o personagem principal tivesse ido em uma viagem com graduações mais emocionais e algumas linhas de argumento dada por Besson, do tipo. "esses caras querem me matar", e "Eu sou Deus".
Quando os hormônios entram na corrente sanguinea de Lucy é como se um interruptor fosse ligado. Nossa heroina começa a falar em tom monótono e olha inclinando a cabeça como um pássaro zombeteiro para homens, ou como uma minhoca pronto a devorá-los. Ela possui um olhar distante com uma woman-terminator. O Terminator é um grande monstro no filme Exterminador do Futuro, e é por essa razão que o personagem que dá nome ao filme é um personagem coadjuvante..
Como muitos filmes de Besson - O Profissional, O 5° Elemento, The Messenger e outros de alta octanagem como Lucy, começam fascinante, mas tornam-se menos atraente a medida que correm. Ele continua introduzindo potencialmente ricos veios narrativos e em seguida deixa tudo para trás. Você cai em meio a tiroteios e sangue quando você pensa que vai mergulhar nas noções que ele continua servido-nos com alarde (a falsidade da ideia de singularidade, a natureza auto-destrutiva de uma espécie mais preocupada em ter do que ser, o tempo como a única e verdadeira unidade de medida), tudo são coisas que eles espalha pelo filmes apenas para nos revelar depois que são apenas uma miragem.
Mas Lucy é divertido, trabalhosos e confiante. É rápido, apertado e brincalhão, mesmo quando ele é sádico e violento, o que muitas vezes ele é. Ele dura por volta de 90 minutos e muda muito nesse tempo, mas o sentimos como um caminho porque cada segundo é embalado bem apertado. Está cheio de si, mas ainda continua a lhe atrair. Ele quer ser levado a sério, mas não tão a sério que você não possa rir dele e com ele, como a visão de Lucy passeando em um tiroteio usando saltos altos enquanto faz seus adversários sangrarem pelo nariz, ou fazê-los se contorcer como marionetes em cordas invisíveis. O filme está vivo. Ele aparece.
Mas o pacote total é fresco. Desde o momento em que o personagem título de Johansson sofre uma surra no cativeiro que rompe as drogas em seu estômago e libera uma grande quantidade para sua corrente sanguínea (um pesadelo Yankee), o filme entra eu reino de alegria contínua, embora nem sempre seja uma surpresa. Não adianta nomear qualquer um dos outros personagens principais, como realmente não há outros personagens, apenas os tipos: o traficante arrogante cara-de-gato (Choi Min-Sik) que acha que pode controlar a mula com rédea curta e aprende da maneira mais difícil que a nossa loura não brinca; o cientista brilhante de voz profunda (Morgan Freeman, quem mais?), cujos estudos teóricos sobre os potenciais inexplorado do cérebro humano, o tornam uma fonte de informação e finalmente uma espécie de sócio-salvador para Lucy; O bom e cara legal, policial parisiense (Amr Waked) que ajuda Lucy durante a sua missão em adquirir mais do hormônio experimental que ela precisa ingerir e se tornar o que ela está se tornando: se fosse a década de ouro da ficção científica, 1950, um monstro sci-fi, provavelmente, do tipo que não poderia ser morto porque tudo que você atirasse nele apenas o tornaria mais forte e mais faminto.
Lucy é mais que um tipo ser humano único na sua representação não-mutante e não-super. Contrasta com a atriz Scarlet Johansson que em meados de sua carreira transformou a sua imagem ingênua de atriz fatal da voz rouca em um ídolo intrinsecamente físico, e se transformou numa das mulheres mais fascinante do cinema americano. Não é apenas o controle sobre seu próprio corpo, a voz e os olhos, é talvez a nossa consciência que aqui, e como em Under The Skin, são peças diferente de uma mesma fêmea. Lucy ainda usa uma linha de dialogo onde ela diz, "em algum ponto sob a minha pele". Seu trabalho nos impede de perceber que o roteiro de Besson estragou a chance de contar uma história mais profunda, que não é apenas bombasticamente emocionante e superficialmente inteligente, mas de um silêncio trágico também
Lucy começa com imagem da mulher pré-macaco também chamada de Lucy e vai voltando para ela durante toda a narrativa, não muito sutilmente comparando a transformação de nossa heroína ao da espécie humana em si ("dê a evolução à revolução", para citar uma das frases mais pungente do script que nos chega pela leitura de Freeman). E ainda há apenas dois momentos que nos fazem realmente entender e simpatizar com Lucy como algo diferente de uma cifra que representa o ser humano numa acelerada evolução. Um deles é uma das primeiras cenas sua sendo aterrorizada pela gangue de traficantes de Taiwan. O desamparo abjeto de Lucy aqui, é difícil de assistir. O outro ocorre mais a frente na história, quando Lucy percebe que estar prestes a embarcar em uma jornada transformadora e horrível, enquanto fala ao telefone com sua mãe. A cena é filmada em apertados close-ups. O diálogo tem uma ousadia proustiana pateta: "Lembro-me do sabor do seu leite em minha boca... Eu quero agradecer a você pelos mil beijos que eu posso sentir no meu rosto".
Essa cena é tão descaradamente poderosa que, em retrospecto, me fez desejar que o personagem principal tivesse ido em uma viagem com graduações mais emocionais e algumas linhas de argumento dada por Besson, do tipo. "esses caras querem me matar", e "Eu sou Deus".
Quando os hormônios entram na corrente sanguinea de Lucy é como se um interruptor fosse ligado. Nossa heroina começa a falar em tom monótono e olha inclinando a cabeça como um pássaro zombeteiro para homens, ou como uma minhoca pronto a devorá-los. Ela possui um olhar distante com uma woman-terminator. O Terminator é um grande monstro no filme Exterminador do Futuro, e é por essa razão que o personagem que dá nome ao filme é um personagem coadjuvante..
Como muitos filmes de Besson - O Profissional, O 5° Elemento, The Messenger e outros de alta octanagem como Lucy, começam fascinante, mas tornam-se menos atraente a medida que correm. Ele continua introduzindo potencialmente ricos veios narrativos e em seguida deixa tudo para trás. Você cai em meio a tiroteios e sangue quando você pensa que vai mergulhar nas noções que ele continua servido-nos com alarde (a falsidade da ideia de singularidade, a natureza auto-destrutiva de uma espécie mais preocupada em ter do que ser, o tempo como a única e verdadeira unidade de medida), tudo são coisas que eles espalha pelo filmes apenas para nos revelar depois que são apenas uma miragem.
Mas Lucy é divertido, trabalhosos e confiante. É rápido, apertado e brincalhão, mesmo quando ele é sádico e violento, o que muitas vezes ele é. Ele dura por volta de 90 minutos e muda muito nesse tempo, mas o sentimos como um caminho porque cada segundo é embalado bem apertado. Está cheio de si, mas ainda continua a lhe atrair. Ele quer ser levado a sério, mas não tão a sério que você não possa rir dele e com ele, como a visão de Lucy passeando em um tiroteio usando saltos altos enquanto faz seus adversários sangrarem pelo nariz, ou fazê-los se contorcer como marionetes em cordas invisíveis. O filme está vivo. Ele aparece.
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