Dir: Ben Howling, Yolanda Ramke
Elenco: Andy Rodoreda, Alison Gallagher, Ruth Venn
Então você acorda na estrada, em seu carro batido. Dentro dele, além de você, estão sua mulher e sua filha com meses, talvez semanas de vida (levando em conta que você é o pai, você deve saber se são semanas ou meses. Acho). Sua mulher é uma zumbi (literalmente. O inferno lotou e os mortos estão voltando, ou algo assim) e só não matou você e sua filha porque está presa ao cinto de segurança. Mas ela te mordeu, o que significa que você também vai virar um zumbi. Porém, sua filha está no banco de trás, as coisas não são tão simples assim. Não é só virar zumbi e ser feliz enquanto não levar um tiro na cara, você tem que proteger a criança o máximo que puder. Esse é o plot de Cargo, um curta-metragem de 2013, finalista do Tropfest, o autodeclarado maior festival de curta-metragens do mundo. Levando em consideração que é um festival australiano, quem é maluco de questionar.
O filme acompanha um pai, que acabou de perder a esposa e ser infectado por ela, tentando levar a filha bebê a um lugar seguro em meio ao apocalipse zumbi. Sendo que ele mesmo pode virar um desmorto a qualquer momento.
Cargo é vendido como "um curta-metragem que esculacha The Walking Dead". E não é para menos: em todos os aspectos o filme, de sete minutos, é melhor que a série da AMC. Há mais dramaticidade e credibilidade nos 7 minutos de Cargo que em 5 temporadas de série! Isso porque a atuação do pai é extremamente convincente. O meio minuto que o curta leva para mostrar a reação do sujeito diante daquele conflito é perfeitamente eficiente. E a solução que ele encontra para levar a filha a um local seguro é genial. Dá orgulho do cara.
Cargo é tenso, emocionante e muito bem realizado. Tudo que The Walking Dead tenta ser há 5 anos, o drama/horror australiano consegue ser em 7 minutos ou menos. E o final é uma das coisas mais bonitas e cheias de simbolismo do mundo! Se você prestar atenção e observar em todas as camadas da cena, as coisas só se tornam ainda mais significativas.
E o melhor de tudo: você pode vê-lo na íntegra no player abaixo:
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