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A belíssima capa do disco |
E foi difícil chegar à dura conclusão de que o mais recente disco da banda britânica é vergonhoso. Me questionei por muito tempo, tentei ouvir Ghost Stories dos mais variados meios, nos mais variados humores e... A conclusão era sempre a mesma: o Coldplay acabou. Ou pior: o Coldplay agora é isso aí.
A verdade é que a banda já vinha se afundando há um tempo, algo que começou em 2005, com o irregular X&Y, mas pareceu se reverter em 2008, com o lançamento do vibrante e épico Viva la Vida. A queda, aparentemente irreversível, se iniciou em 2011, com o lançamento de Mylo Xyloto, um disco desnecessariamente feliz, que trazia uma ou duas músicas boas. Mas o fundo do poço chegou com Ghost Stories, 2014, o disco mais medíocre do ano.
Com GS, o Coldplay dá uma dúzias de passos pra trás, em busca de uma renovação sonora desnecessária. A falha, digo, o disco abusa de efeitos sonoros, dubstep mal utilizado e corais descabidos. Há faixas forçadamente melancólicas, há faixas forçadamente alegres e há faixas simplesmente inexpressivas. Nada parece carregar emoção, tudo faz com que o disco pareça ter sido gravado apenas para fazer as pessoas se lembrarem da banda. Tudo faz parecer que não havia vontade de gravar, nenhuma inspiração, ou pura e simples preguiça.
Ainda há o peso da separação do vocalista Chris Martin e sua esposa, a atriz Gwyneth Paltrow, o que, supostamente, deveria tornar o disco mais emocional. Não foi bem o que aconteceu: todas as faixas ecoam, em algum momento, o fim do romance. Só que isso não torna o disco emotivo, o faz parecer um enorme lamento de dor de cotovelo.
Para não dizer que não há nada de bom no álbum, há a belíssima capa, cheia de símbolos de perda e despedida e uma faixa perdida, um tanto sonolenta, mas significativa chamada Another's Arms. Música de corno, embora bonita.
No fim das contas, GH é um disco chato e inexpressivo, um daqueles discos de boy band dos anos 90 que, dez anos depois, estava totalmente datado, totalmente perdido no tempo.
Pois é... O Coldplay virou uma boy band.
A única música decente do disco: Another's Arms.
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