Dia 129 - Felipe Pereira 122
This Means War - 2012
Dir: McG
Elenco: Chris Pine, Tom Hardy, Reese Witherspoon
É meio chocante: num dia você tá num drama italiano
belíssimo, no outro você tá numa comédia britânica hilária e então, no dia do
Show do Paul McCartney, no penúltimo dia da provável pior semana da vida, você
tá vendo uma comédia romântica com a Reese Witherspoon. Por que? Tempo,
principalmente. Cheguei tarde em casa, resolvi umas coisas do trabalho e me
restou cerca de 3 horas para a meia noite. O fato é que, num mundo em que o
facebook existe, um filme de uma hora e vinte facilmente se transforma num
épico medieval de seis horas e meia. Principalmente quando ele amarga seu
desinteresse e seu total desprezo, mas, ei... Até que não é tão ruim assim...
Na verdade, toda a parte que não envolve a... Caramba,
sério que o trabalho mais notável da Reese Witherspoon é Legalmente Loira? Quer
dizer, tem Johnny e June, mas ela é o de menos naquele filme. Mas como eu
dizia, toda a parte que não envolve a Reese Witherspoon, focando no bromance...
eu tenho um problema gravíssimo com sinopses, cês já notaram?
Sinopse:
Dois agentes secretos de uma instituição dessas de super
espiões americanos: um deles é um mulherengo desvairado e o outro é um cara que
se casou, teve um filho, se separou e virou um tio. O primeiro é o Capitão
Kirk, o segundo é o Bane. Os dois trabalham na mesma agência e são praticamente
um casal gay. Mas, um dia, os dois acabam se apaixonando pela mesma mulher: Reese
Witherspoon. O que é anormal, por que ela tá no mesmo nível de degradação da
Cameron Diaz...
E, como agentes secretos sérios, centrados e,
principalmente, secretos que são, nada mais profissional e maduro que disputar
o amor da mulher... Usando recursos da agência para acabar com
a concorrência. Os dois chegam a colocar duas esquipes de inteligência pra
investigar a vida dela. É esforço demais por uma mulher tão qualquer coisa!
Quer saber como turbinar esse negócio? Coloca a Scarlett Johansson como Viúva Negra
no lugar dela! Dois agentes secretos disputando o coração de uma assassina que
foi designada para mata-los! Olha que genial!
Enfim, como eu dizia, o filme não é tão asqueroso como eu
pensava, é até bastante divertido.
Tirando toda a parte de comédia de mulherzinha e...
Cara... Esse McG tem problemas! O cara tem potencial! Nós vimos em Exterminador
do Futuro 4 que ele quase tem talento, quase é capaz de fazer um bom filme,
então alguém me explica o porquê de esse desgraçado ficar insistindo nesse tipo
de coisa! Panteras, Panteras 2, agora isso...
Mas enfim, a boa surpresa é que o Chris Pine e o Tom
Hardy funcionam bem pra caramba juntos. Os dois fazem aqueles amigos mais que
amigos, aqueles caras que tem um relacionamento tão bem resolvido que beiram o
homossexualismo, mas não chegam às vias de fato. E isso pode soar meio
estranho, mas é bem menos bizarro do que parece. E eles acabam segurando o filme,
Chris Pine completamente canastrão (um canastrão funcional) e Tom Hardy levemente
forçado tentando transparecer uma ingenuidade que... Eu costumo agregar
importância demais a coisas insignificantes... Como é que eu uso a palavra “transparecer”
nesse texto? Eu podia poupa-la para quando fosse falar sobre Árvore da Vida!
Resumindo: boas cenas de ação (até o paintball é
bacaninha), dois bons atores (e uma atriz meia boca) e uma trama que foca no
absurdo e em humor pastelão, mas com um bom ritmo e um diretor quase competente. Ah, sim, tem uma subtrama bem desnecessária
envolvendo um vilãozinho meia boca interpretado pelo bastardo Til Schweiger
que quer vingar a morte do irmão. Aquela reviravoltazinha bem barata... e Toca Sabotage e How You Like me Now, isso dá um up em qualquer filminho meia boca.
Colocando assim na balança...
3 Luas?
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