Dia 143 - Felipe Pereira 137
E aí, tudo ok com vocês? Aqui é o Felipe Pereira e eu não
sei se vocês repararam mas eu assumi a coluna musical essa semana, tem sido árduo,
eu estou quase sem ideias, mas tem valido a pena. E nossos amigos e
colaboradores tem dado uma mão e tanto, aliás, obrigado a todos! Seus lindos!
Pra começar eu quero deixar claro, mais uma vez, que hoje
falarei por mim e somente por mim quanto ao disco que irei comentar. Por uma
razão bem simples: o colunista musical habitual, meu irmão e mestre jedi,
Michel Euclides detesta o disco do qual falarei:
Coldplay – Mylo Xyloto.
E eu meio que concordo com ele, em comparação aos discos
anteriores é como se a banda tivesse em um processo degenerativo avançado e
acelerado. Sinto falta pra caramba do Coldplay depressivo do passado, das
letras melancólicas, dos violões e guitarras cheias de medo e de
arrependimento. Mas o Coldplay alegre e serelepe, em minha opinião, não deixa a
dever em muito à essa banda que já não mais existe.
E Mylo Xyloto é um disco alegre, o que é muito bizarro,
mesmo em suas canções mais calmas, há uma felicidade meio irritante ali, sabe
aquela pessoa tão feliz que dá raiva? É Mylo Xyloto. Até o nome soa estranho!
Eu descartaria fácil duas ou três canções do mais recente
trabalho da banda, (Princess of China, a parceria com a “cantora” Rihana seria
a primeira a ir pro saco), mas há momentos de pura genialidade em meio a toda
aquela felicidade. Certo, há faixas que eu sou simplesmente incapaz de ouvir
por que fazem meu nível de glicemia entrar em colapso (Paradise me soa
insuportável, Charlie Brown então, nem se fala), mas faixas como Major Minus,
Up In Flames, Ufo e até mesmo Every Teardrop is a Waterfall (uma música poderosa,
daquelas que influenciam um dia inteiro da vida da pessoa) fazem valer o disco.
De todas Major Minus é o que mais lembra o Coldplay de A
Rush Of Blood To The Head. É uma música meio perturbada, meio paranoica, doente
até, eu diria. E é de longe a melhor faixa do disco.
O problema de Mylo Xyloto é que ele simplesmente não se
encaixa na discografia da banda, é um disco extremamente irregular, quase esquizofrênico,
barulhento, cheio de sons incomuns, cheio de instrumentos incomuns, transmite
uma emoção que muito me é estranha e talvez por isso eu tenha me incomodado com
ela, uma alegria absurda e meio sem sentido, algo que eu não consigo captar por
completo.
Porém, diferente do nosso ranzinza colunista musical, eu
acabei por me acostumar ao disco (boa parte dele, pelo menos) e desenvolvi um
certo apego por grande parte das faixas. É para mim uma espécie de Sunny Side
Up. Toda aquela referência que eu não sei se consigo captar, todo aquele
sentimento que eu não sei se sou capaz de manifestar.
Mylo Xyloto é um disco poderoso, seja lá no que quer que
resida seu poder.
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Essa semana distante do 01pd tá me deixando deprimido pra caramba, mas o nível das postagens me deixa feliz. Bom trabalho, irmão.
ResponderExcluirValeu, cara. Em breve (teoricamente) terei mais tempo para o site, vamos trabalhar mais nele.
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