Dia 185 Felipe Pereira 177
Dawn of The Dead - 2004
Dir: Zack Snyder
Elenco: Sarah Polley, Ving Rhames, Jake Weber
“E ouvi uma voz no meio das quatro bestas,
Olhei e contemplei: um cavalo pálido
E seu nome, que estava assentado nele, era
Morte
E o inferno veio com ele”
“O inferno está transbordando e Satã está nos
enviando seus mortos. Por quê?
Porque vocês fazem sexo fora do casamento, matam
crianças que não nasceram, têm relações de homem com homem, casamentos de
pessoas do mesmo sexo.
Como acham que o seu Deus os julgará?”
A história conta como se dá o início do fim da humanidade
por conta do apocalipse zumbi, quando um grupo de sobreviventes se abriga em um
shopping enquanto planeja como vai escapar do lugar ao mesmo tempo em que, do
lado de fora, os mortos levantam de seus túmulos e decidem devorar qualquer
coisa que se mova.
A trama clássica de apocalipse zumbi, principalmente por
que MdM se trata de um remake do clássico de mesmo nome do mestre do horror
George Romero. Eu nem ia falar mas acho o original tosquíssimo, até mesmo para
a época. Entendo seu valor, mas prefiro o remake.
A primeira parte do filme aborda uma série de questões
recorrentes a obras do gênero, como as reações de certos grupos ideológicos ao
acontecido, como a reação de algumas pessoas que veem na situação uma chance de
tirar proveito das outras, entre outras coisas, além de uma crítica social discreta
a respeito do consumismo (que você pode ignorar completamente em prol da
diversão).
O filme definiu um bocado do que entendemos como
apocalipse zumbi moderno, acabou por influenciar muito (bem mais que
Extermínio) tudo o que temos de material sobre os desmortos atualmente, além
disso DotD ajudou a difundir o conceito de zumbi velocista que se propagou após
o terrível 28 Days Later, lançado dois anos antes.
O filme é a estreia do diretor Zack Snyder no cinema e,
como tal, é permeado de pequenas falhas, maioria estilística, que sequer chegam
a incomodar. Uma série de pequenos excessos, de leves superficialidades, de
decisões duvidosas (tanto do roteiro quanto dos personagens), além de ter um ar
um tanto quanto amador. Mas isso nem de longe é problema se for levado em conta
a criatividade do diretor e da equipe em desenvolver mortos vivos.
E nesse quesito Madrugada dos Mortos conta com uma série
de perversões malucas que compensam demais essas pequenas falhas. Coisas como zumbi
chinês, zumbi sem pernas, zumbi bebê, velha obesa zumbi, grávida zumbi, uma
zona, uma zona!
Em certo momento os sobreviventes, em número já reduzido,
decidem deixar o local em busca de outro mais seguro e é aí que a coisa pega
fogo, por que os arredores do local estão completamente tomados por mortos
vivos e eles estão famintos e cada vez mais violentos.
E nesse ponto o filme vira um Left 4 Dead maluco e
sangrento com direito a serra elétrica, headshot e tudo o mais.
Madrugada dos Mortos é algo embrionário para a cultura
zumbi atual, cheio de referências aos grandes clássicos do passado e que serve
de base para tudo o que tem acontecido nessa área nesses dias e nos futuros.


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