A PANINI COMICS finalmente começou a publicar no Brasil a saga A Era de Ultron, o mais recente super evento da MARVEL . Na história, acompanhamos o mundo dominado por Ultron, uma inteligência artificial maquiavélica desenvolvida pelo Dr. Hank Pym, o Homem Formiga, que, de uma hora para a outra, surtou geral e decidiu dominar o mundo.
Logo na primeira edição nos deparamos com o que restou do mundo, nada mais que isso. Não há justificativa, não há historinha, não há o processo de enlouquecimento do Ultron: apenas a destruição. O mundo foi pro saco, uma cacetada de super heróis de todos os cantos do globo foi exterminada e os poucos que sobraram fazem o que podem para sobreviver.
Nas primeiras páginas da edição nº 1 damos de cara com o Gavião Arqueiro em uma missão alucinada para resgatar o Homem-Aranha das mãos do Cabeça de Martelo, que pretendia "vendê-lo"para Ultron como barganha como forma de não ser ameaçado pelo robô. E o Gavião manda flecha pra tudo quanto é lado, toca um massacre com os capangas do Cabeça.
Quando finalmente consegue resgatar o teioso e levá-lo para o esconderijo do que restou dos Vingadores e uns outros gatos pingados, temos uma ideia do que Ultron fez aos heróis sobreviventes. Não sobrou quase ninguém: do Quarteto Fantástico só a Mulher Invisível sobreviveu, O Coisa ficou em estado de choque e sequer dá as caras; Dos X-Men só sobrou o Wolverine e um ou outro mutante aleatório; O Capitão América perdeu a vontade e fica em posição fetal, esperando o mundo acabar; Tony Stark está em uma das armaduras mais escrotas que eu já vi... Enfim, não sobrou muita gente e, dos que sobraram, quase nenhum é do alto escalão dos heróis.
Até que o Aranha chega com uma informação que pode mudar o jogo: por alguma razão, Ultron está interessado em "comprar" heróis. No segundo número, acompanhamos Luke Cage e a Mulher Hulk em seu esforço suicida de se infiltrar na base de Ultron, por meio de um plano maluco bolado às pressas. Plano que não sai nada como o esperado, dá tudo errado, mas reacende a vontade de lutar dos heróis.

Fazia muito tempo que eu não acompanhava um evento da MARVEL ou da DC, estava mais focado em HQs alternativas ou histórias fechadas, mas decidi pegar o gancho do Ultron e dar uma olhada no que ia acontecer. Mais do que isso, com Era de Ultron eu recomecei a comprar Quadrinhos, coisa que eu não fazia havia um tempo. E uma coisa que eu não lembrava das grandes sagas é que, não importa o quanto elas sejam sempre iguais, ou até mesmo ruins, há um prazer enorme em se ler um quadrinho de herói.
Uma coisa que me agradou um bocado em AoU é que a saga é. inicialmente. quase que inteiramente protagonizada por heróis secundários (certo que eles vão sendo mortos e dando lugar aos figurões), o que coloca o leitor em uma situação interessante: ele se importa com personagens com os quais não se importaria normalmente. Personagens como Luke Cage, Mulher Hulk e o próprio Gavião Arqueiro ganham um destaque bacana e a oportunidade de se mostrar. E o Gavião é um personagem excelente, eu me identifico um bocado com a personalidade do cara. O roteiro é do Brian Michael Bendis, então pode-se esperar algo no mínimo interessante; A arte é do Bryan Hitch e é meio genericona, não tem nada de fantástico, algumas vezes chega a ser bem ruinzinha, mas não compromete.
Já tem quatro edições nas bancas, (aqui onde m escondo, tem até a número 2) cada uma com cerca de 60 páginas, custando por volta de R$ 7,00.
Pra quem não está de saco cheio dessas sagas, sem dúvida vale a pena dar uma passada na banca e garantir seu volume.



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